Impacto da COVID-19 no câncer colorretal
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Introdução: Os efeitos da covid-19 não estavam restritos somente aos sinais e sintomas provocados pela doença. Os esforços para evitar a propagação do vírus provocaram modificações no ambiente hospitalar, redução e modificação do atendimento médico, adiamento de procedimentos como exames de rastreamento e diagnósticos e procedimentos terapêuticos. Nesse contexto, a diminuição nos números de diagnóstico e tratamento pode contribuir para grandes incrementos nas taxas de morbimortalidade das enfermidades oncológicas, dentre elas o câncer colorretal, o terceiro câncer mais frequente no mundo e responsável por mais de dezoito mil mortes no Brasil anualmente. Objetivos: O presente artigo visa analisar o impacto da pandemia de COVID-19 nos dados de diagnóstico e tratamento do câncer colorretal. Além de caracterizar o perfil epidemiológico dos pacientes e as características dos serviços de saúde mais prejudicados pela pandemia, retratar as principais ações adotadas para o enfrentamento do câncer colorretal durante a pandemia de COVID-19, avaliar se a mortalidade foi maior que no período anterior à pandemia de COVID-19, avaliar se o diagnóstico foi retardado pelos efeitos da pandemia de COVID-19; analisar se os atrasos devido a pandemia resultaram em maior quantidade de diagnósticos de câncer colorretal em estágios mais avançados e fornecer dados para guiar possíveis soluções para o enfrentamento dos desafios que permeiam o câncer colorretal durante a pandemia de COVID-19. Metodologia: Foi elaborada uma revisão bibliográfica integrativa com 38 artigos pesquisados na plataforma PubMed com os seguintes descritores “ Neoplasic Colon rectal” AND “COVID-19”. Foram excluídos artigos em idiomas diferentes do inglês e português, não disponíveis por completo, indexados repetidamente e artigos que não entram nos critérios de inclusão. Revisão bibliográfica: Promover rastreamento de câncer colorretal diante do grande impacto devido ao início da pandemia de COVID-19 se tornou um desafio sobretudo devido à modificação dos fluxogramas desde o período pré-pandemico. Além disso, a promoção de lockdowns, a queda nos encaminhamentos, o medo de infecção por SARS-Cov-2 e remanejamento de exames, consultas e tratamentos. Grande esforços foram feitos para diminuir essa repercussão, dentre eles a incorporação da necessidade de obter segurança quanto ao bloqueio da transmissão do novo vírus como a opção por teleconsultas e o envio de testes de sangue oculto nas fezes (FIT) às residências dos pacientes, o rearranjo dos serviços à realidade imposta e o medo dos pacientes e profissionais da saúde quanto à enfermidade e ao futuro que lhes esperavam. No entanto, apesar das medidas houve um grande aumento de diagnósticos de adenomas de alto grau. Além disso, espera-se, em um futuro próximo, uma grande quantidade de diagnósticos de neoplasias em estágio mais avançado.
