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Estudo parasitário de animais silvestres e exóticos de um parque zoobotânico no estado da Bahia, nordeste do Brasil

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A coproparasitologia em animais de zoológicos é importante para evitar o aparecimento de doenças parasitárias, que além de serem entraves para a conservação, representam riscos para profissionais que lidam com esses animais diariamente. Objetivou-se relatar a frequência dos endoparasitos encontrados em animais do Parque Zoobotânico Getúlio Vargas, Salvador, Bahia, assim como averiguar se existe diferenças para cada técnica coproparasitológica testada para cada grupo de animais. Os procedimentos foram aprovados pela CEUA-UFERSA, nº 37/2020. Coletou-se amostras de grande parte dos animais mantidos no zoológico. Dentre essas, 92 eram de mamíferos (Carnivora, Primates, Artiodactyla, Perissodactyla, Rodentia e Didelphimorphia), 40 de aves (Psittaciformes, Passeriformes, Falconiformes, Accipitriformes, Pelecaniformes, Phoenicopteriformes, Piciformes, Galliformes, Cariamiformes e Columbiformes) e 12 de répteis (Squamata, Testudines e Crocodylia). As fezes foram coletadas do chão e enviadas ao Laboratório de Parasitologia Animal da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (LPA-UFERSA) para diagnóstico pelas técnicas de exame direto (HOFFMANN et al., 1987), sedimentação espontânea (HOFFMANN et al., 1934), flutuação de Willis (WILLIS-MOLLAY, 1921), e Mini-FLOTAC® (CRINGOLI et al., 2017). Os dados foram transferidos para o programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences versão 23.0, sendo expressos em frequência simples e porcentagem. De todas as amostras analisadas, 52,8% foram positivas e 47,2% foram negativas para endoparasitos. Das amostras positivas, 80,3% possuíam nematódeos, 10,5% eram de trematódeos, 13,2% de cestódeos e 23,7% de protozoários. Observou-se infecções mistas em 26,3% e infecções simples em 76,3%. O método de exame direto foi o que mais obteve positividade (38,2%), seguido da sedimentação espontânea com 36,1%, flutuação de Willis com 32,6% e Mini-FLOTAC® com 26,4%. Nos mamíferos primatas, foram encontrados coccídeos, ovos de Nematoda, Trematoda, Ancylostomatidae, Ascaridoidea, Oxyuridae, larvas rabditoides, Bertiella spp., Platynossomum spp. e Strongyloides spp.; em mamíferos Carnivora, encontrou-se Strongyloides spp., Oxyuridae e larvas de Rhabditida; nos Artiodactyla, cistos de Balantidium spp., coccídeos, ovos de Strongylida, Strongyloides spp., Trichuris spp. e larvas de Nematoda; nos Perissodactyla, cistos e trofozoítos de Balantidium spp., ovos de Strongylida e Oxyuridae; em Didelmorphia, coccídeos, Eimeria spp., ovos de Strongylida, Ancylostomatidae, Syngamidae, Cruzia spp., Aspidodera spp., Trichuris spp. e larvas de Nematoda. Nas aves do tipo Psittaciformes, encontrou-se ovos de Cestoda, Ascaridoidea, Strongylida, Capillaria spp. e larvas de Nematoda; em Passeriformes, coccídeos, Isospora spp. e ovos de Cestoda; em Pelecaniformes, ovos de Trematoda e de Strongylida; e em Galliformes, coccídeos, ovos de Strongyloides spp. e Capillaria spp. Por fim, nos répteis Squamata, recuperou-se coccídeos, ovos de Strongylida, Oxyuridae, e Strongyloidoidea e larvas rabdtoides; e nos Testudines, Nyctotherus spp., Balantidium spp., ovos de Strongylida e larvas de Nematoda. Esse trabalho traz novas informações acerca dos endoparasitos que podem acometer cada uma das espécies hospedeiras aqui estudadas, relatando a primeira vez a ocorrência de Strongyloides spp. em Ateles marginatus e Leontopithecus chrysomelas, de Bertiella spp. em Callicebus barbarabrownae e Saimiri sciureus e de Capillaria spp. em Amazona rhodocoryta, Eupsittula aurea e Diopsittaca nobilis.



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