Multiplicação de colônias de abelhas africanizadas (Apis mellifera): estratégias para atender à crescente demanda na apicultura sustentável
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A multiplicação de enxames de abelhas é fundamental para o progresso da apicultura. Com a redução significativa na disponibilidade de enxames na natureza, tornou-se crucial adotar estratégias eficazes para aumentar a população de abelhas. Este trabalho avaliou os métodos de multiplicação de colônias mais utilizados pelos apicultores, considerando o tempo de desenvolvimento dos favos e população até atingirem parâmetros comerciais, dividindo-se em três capítulos. No primeiro capítulo foi apresentado um referencial teórico. No segundo, foram estudados três métodos de multiplicação de colônias. No Método X, quadros com alimento e crias foram transferidos da colônia doadora para a colônia filha, sem abelhas aderentes, posicionando a nova colônia sobre a doadora com uma tela excluídora. No método tradicional, a transferência incluiu abelhas aderentes, e a colônia doadora foi movida para outro apiário, enquanto a colônia filha recebeu as campeiras. No método de captura, colônias recémcapturadas foram transferidas para colmeias Langstroth após atingirem cinco quadros, com substituição da rainha, onde colônias recém-capturadas são transferidas para uma colmeia Langstroth. O crescimento populacional foi avaliado pelo número de quadros cobertos por abelhas, encerrando a coleta de dados quando sete quadros estavam trabalhados. A análise estatística incluiu o teste de Shapiro-Wilk para normalidade e ANOVA, com comparação das médias pelo teste de Tukey-Kramer (α=5%). O coeficiente de correlação de Pearson (α=5%) foi utilizado para associar o desenvolvimento dos favos ao crescimento populacional. O Método X demonstrou o menor tempo para desenvolvimento dos favos (8,66 ± 1,00 dias), superando o método tradicional (13,11 ± 1,61) e o método de captura (14,66 ± 1,00). Em termos de desenvolvimento populacional, houve uma diferença estatisticamente significativa (F= 3,28; df= 2; p < 0,001) entre os métodos avaliados. Embora as médias gerais não tenham mostrado grande diferença entre elas, o método X se destacou pela eficiência no desenvolvimento dos favos e da população. A correlação entre o desenvolvimento dos favos e o crescimento populacional foi significativa para todos os métodos, sendo mais forte no método tradicional (rs=0,91177; p<0,0006) e no Método X (rs=0,78689; p<0,0119). Concluiu-se que o Método X foi o mais eficaz para o desenvolvimento rápido e eficiente das colônias até atingirem os parâmetros comerciais. O capítulo 3 visou avaliar três métodos de multiplicação de colônias de abelhas Apis mellifera quanto ao desenvolvimento dos favos e da população até atingirem parâmetros comerciais, sendo eles: método torre, método de captura com caixa isca e método três cheiros na migração. Duzentas colônias de abelhas africanizadas (Apis mellifera ) foram empregadas no estudo, alocadas em colmeias do tipo Langstroth, que desempenharam o papel de doadoras, fornecendo 2 quadros de elementos vitais para formação de novas colônias, como: quadros de cria, abelhas operárias e quadros com alimento (mel e pólen), totalizando 400 quadros para formar dois métodos, pois o método de captura não necessita de uma colônia doadora. Foram aplicadas 50 repetições em cada tratamento, por delineamento inteiramente casualizado, caracterizado por uma colônia cada. Todas as variáveis dependentes, métodos de multiplicação e período de desenvolvimento foram testadas quanto à normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e posteriormente submetidas à análise de variância, sendo as médias dos tratamentos comparadas pelo método de diferença do agrupamento de Tukey-Kramer (α=5%). Na análise estatística dos métodos de multiplicação foi encontrado diferença significativa (F= 10,19; df= 2; p <0,001) entre os tratamentos estudados. Para o tempo de desenvolvimento dos favos, os métodos de multiplicação Torre e de captura com caixa isca apresentaram as menores médias (Método Torre = 25,68 ± 3,90, Método de captura = 26,02 ± 2,77 e Método 3 cheiros na migração = 32,88 ± 5,21). Para a variável de período de desenvolvimento populacional, houve diferença estatística (F= 39,93; df= 2; p= <0,001) entre os tratamentos. Em comparação das médias, os métodos diferem entre si estatisticamente, o método de captura com troca de rainha apresentou a menor média no período de desenvolvimento populacional das colônias em dias. Contudo, para o manejo de multiplicação de enxames realizando a introdução de rainhas virgens o método Torre apresentou os melhores resultados para o desenvolvimento da colônia recém-formada até atingir parâmetros comerciais, ao considerarmos o período de desenvolvimento dos favos, período de desenvolvimento populacional e custo de formação.

