Crescimento de cultivares de maxixe sob estresse salino
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O maxixe (Cucumis anguria L.) é uma hortaliça de origem africana, amplamente cultivada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Introduzido da África pelos escravos, espalhou-se por toda a América e pelo mundo. No entanto, o crescimento e a produtividade das plantas de maxixe podem ser significativamente afetados pela salinidade. A salinidade é um fator abiótico que limita o desenvolvimento vegetal, pois altera o potencial osmótico, resultando na redução do consumo de água pelas plantas e, consequentemente, de nutrientes, o que leva à diminuição da produção. O objetivo desse trabalho é avaliar o crescimento de duas cultivares de maxixe sub-metidas a condições de estresse salino. O experimento foi conduzido em estufa localizada na área experimental do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semiárido (DCAF/UFERSA), em Mossoró, RN, Brasil. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, em esquema fatorial 2 × 3, com quatro repetições. Os tratamentos foram compostos por duas cultivares de maxixe (Norte e Liso) e três níveis de condutividade elétrica (CEa) (0,5, 2,75 e 5,0 dS m−1). Foram analisadas as variáveis altura, diâmetro do caule, número de frutos total, e matéria seca das partes aéreas e de raízes. Os resultados indicaram que a altura das plantas e o diâmetro do caule diminuíram com o aumento da salinidade, e que a menor salinidade resultou em maior número de frutos e matéria seca. A cultivar Norte apresentou maior desempenho em relação ao Liso em termos de matéria seca. Conclui-se que a salinidade da água de irrigação impacta significativamente na produtividade do maxixe, e a cultivar Norte apresentou uma melhor tolerância a salinidade.

