O ensino de libras para crianças surdas com TEA
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Este artigo investiga o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para crianças surdas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma temática que permanece pouco explorada na literatura acadêmica. Com base em uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa e exploratória, a análise recai sobre produções científicas, documentos legais e experiências educacionais que envolvem esse público. Tem por objetivos compreender as práticas existentes para o ensino de Libras para crianças com TEA; apresentar as familiaridades comunicacionais entre as abordagens visuais como PECS e TEACCH e a Libras; analisar o perfil dos profissionais que atuam nesse nicho. A Libras, reconhecida legalmente como a primeira língua da comunidade surda, assume papel central no desenvolvimento cognitivo, comunicacional e social. No entanto, quando associada ao TEA, sua aplicação demanda adaptações específicas que considerem as limitações na atenção compartilhada, expressão facial e linguagem simbólica. O estudo também aborda estratégias visuais como PECS e TEACCH, identificando familiaridades entre essas abordagens e a Libras, em especial pelo uso de suportes visuais estruturados. Aponta-se ainda a necessidade de formação docente adequada, materiais didáticos adaptados e políticas públicas integradas que contemplem a dupla condição dos alunos surdos com TEA. Os resultados indicam que a Libras, quando ensinada de forma planejada, mediada e sensível às características do autismo, pode promover a inclusão, a autonomia e o pertencimento. O estudo busca contribuir com reflexões teóricas e práticas sobre os desafios e possibilidades do ensino bilíngue e visual para este público, fortalecendo o debate sobre o direito à linguagem e à educação inclusiva.

